Posted by
Notícias

Maquinário de 1,8 mil toneladas e 45 metros de altura está no Terminal Portuário Ponta da Madeira, em São Luís, e tem capacidade de operação de 20 mil toneladas de minério por hora;

A maior empilhadeira de minério de ferro do mundo, chamada EP-313K-06, está em pleno funcionamento no Terminal Portuário Ponta da Madeira (TPPM), de propriedade da Vale, em São Luís (MA). O equipamento, que começou a operar em 2013, tem capacidade de operação de 20 mil toneladas por hora (t/h), com 45 metros de altura (equivalente a um prédio de 15 andares) e 1,8 mil toneladas de peso bruto. A empilhadeira é parte dos investimentos da empresa para aumentar sua capacidade de estocagem e embarque de minério. 

A montagem da EP-313K-06 foi realizada por uma equipe de 300 pessoas, um trabalho que durou cerca de oito meses para ser concluído. A empilhadeira vai atender aos dois novos viradores de vagões que foram instalados na área do porto, em São Luís. Sua movimentação de carga de 20 mil toneladas/hora tem como vantagem o descarregamento simultâneo destes dois viradores. Desenvolvida e fornecida pela empresa italiana Tenova Takraf, a empilhadeira fez seu primeiro teste descarga no dia 16 de agosto para medir a qualidade de sua operação. 

Em termos de capacidade de projeto, a nova empilhadeira é igual a empilhadeira EP313K-05, já existente no pátio de estocagem da empresa no Maranhão. Sua vantagem é propiciar uma maior disponibilidade física e utilização do equipamento, obtida através de melhorias efetuadas no seu projeto, resultando numa maior capacidade produtiva. Uma das inovações da empilhadeira é que sua operação é realizada de forma remota, por meio do Centro de Controle Operacional (CCO) do porto, localizado há aproximadamente três quilômetros de distância do pátio de estocagem de minério, onde a máquina está. Além de maior produtividade, o automatismo do equipamento traz ganhos intangíveis para a segurança e saúde dos futuros operadores. 

Automatização – Em abril de 2010, o Terminal Portuário Ponta da Madeira tornou-se o primeiro do país a automatizar operações dos maquinários instalados no pátio de minérios. O sistema integra um pacote de investimentos avaliados, na ocasião, em R$ 9 milhões. Do pátio de estocagem até os porões dos navios, as operações de transporte de minério de ferro no TPPM, são efetuadas por meio de um sistema automatizado. Isso significa que os operadores de máquinas vão executar suas tarefas de uma única sala de controle, comandando todas as empilhadeiras e recuperadoras – usadas para transferir o minério para as correias transportadoras e, em seguida, para os cargueiros atracados no porto. 

Entre os ganhos mais significativos destacam-se o aumento de produtividade um 10%. Outro benefício é a maior segurança operacional, já que com o sistema remoto é possível ter um diagnóstico instantâneo de falhas na operação. No Centro de Controle, cada operador dispõe de um terminal de computador. Desta forma, os operadores não precisam se deslocar pela área de estocagem quando é necessário trocar de máquinas, basta acionarem um comando. De acordo com informes da Vale, ao anunciar a automatização das operações portuárias, havia oito terminais para controlar oito máquinas empilhadeiras e recuperadoras. O sistema de operação é o mesmo adotado em grandes portos europeus, como o de Roterdã, na Holanda. 

Nesse sistema a interferência do operador é mínima, já que o software foi desenvolvido para realizar todas as manobras. O operador insere apenas os dados básicos como origem, destino, fluxo e horário. A partir daí, o sistema assume todo o controle da operação. Neste caso, o operador tem como função principal o monitoramento do processo. Até a automação completa das máquinas, foram necessárias diversas etapas que compreenderam desde o desenvolvimento do sistema de inteligência e testes operacionais até a instalação da instrumentação para garantia da segurança operacional. 

Mais – A nova máquina integra as estratégias de expansão logística da Vale no Sistema Norte (Pará e Maranhão) prevista no programa de Capacitação Logística Norte (CLN). As obras do CLN incluem a expansão da Estrada de Ferro Carajás, a construção de um ramal ferroviário de100 km, no Pará, bem como a expansão do Terminal Portuário de Ponta da Madeira, em São Luis, incluindo a construção do Píer IV. O objetivo do programa é preparar toda a infraestrutura logística da Vale para transportar o volume de minério de ferro produzido no Pará. Com o fim das obras, previsto para o segundo semestre de 2016, será possível transportar e embarcar 230 milhões de toneladas por ano (Mtpa). O TPPM é o segundo maior em movimentação de carga no país. No terminal, atualmente, há três píeres com profundidades de 23m (píer I – o que o coloca entre os portos de maior profundidade do mundo), 18m (píer II) e 21m (píer III) e seis silos de estocagem de grãos com capacidade estática de 165 mil toneladas e recebe navios graneleiros de até 365 mil toneladas de porte bruto (TPB).

Lugar: PORTOSMA
Fonte: Vale/O Estado